Friday, 2 January 2009

Entreacto

I will be away for sometime (I guess some months).

I will let you know when I get back.

For now I leave you with the horizon. Enjoy.



(photo by O Coxo; Hamada al Hamra, Libya, 2008)

Thursday, 1 January 2009

Happy new year



Sunday, 14 December 2008

The Music

FISHERMAN'S BLUES 86


Still my favorite music, still my favorite band...

Happy 50th Birthday, Mike Scott !

Thursday, 11 December 2008

Realm


















Realm

Realm of medusas and flat water
Realm of silence, light and stone
Dwelling of astonishing forms
Column of salt and circle of light
Measure of mysterious Libra.

Poem taken from "shores, horizons, voyages by Sophia de Mello Breyner Andresen, translated by Rui Cascais Parada

Photo by: O Coxo; Cayo Santa Maria, Cuba 2006

Tuesday, 9 December 2008

Donjon Zénith




















Je suis en train de re-lire la saga Donjon Zénith de Lewis Trondheim et Joann Sfar. J'ai acheté mon premier album de cette série en 2002 et depuis je suis devenu un lecteur fidèle de Trondheim. C'est son humour simple mais déconcertant qui me captive. Cette deuxième lecture m'a apporté quelques moments de bonheur et j'ai pensé qu'il serait une bonne idée de les partager avec vous.

L’univers Donjon a été créée en 1998 par ces deux dessinateurs. À eux deux, ils ont signés plus de 250 albums. Un travail en commun ne pouvait que créer une réaction nucléaire: une aventure titanesque qui dure maintenant depuis 10 ans. En 1998, travaillant dans le même atelier, Joann Sfar et Lewis Trondheim se lancent un défi : imaginer une série d’Heroic Fantasy qui n’en soit pas vraiment une.

La série se décline désormais en trois époques : naissance (Donjon Potron-Minet), l’apogée (Donjon Zénith) et la chute (Donjon Crépuscule). À cela s’ajoutent des histoires indépendantes (Donjon Monsters) et humoristiques (Donjon Parade).

Je n'ai lu que deux séries: Zénith et Donjon Parade mais je les recommande vivement !

Pour un peu plus d'info: http://www.lewistrondheim.com/

bonnes lectures !

Saturday, 6 December 2008

Postcards from Italy

It is the second time I post a video clip from Beirut, the difference is that in the meantime I bought their album "Gulag Orkestar" and I felt in love with their music. So here is my bit of sharing... enjoy.

Tuesday, 2 December 2008

L'usinécézamis























I know, I know... a bit too early for weekend suggestions.... anyway, here is my suggestion for your weekend in Geneva. 

To celebrate its 15th anniversary, Théatre de l'Usine is proposing four nights of short theatre plays where they ask the artists to explore the theme "liberty".

Theatre de l'Usine is one of the most interesting venues of the alternative scene in Geneva, a place where independent artists have been showing their creations for 15 years. The ambiance is relaxed and the evening often starts in the bar around a glass of wine.

If you haven't been there, now is the opportunity: the entrance is free, the place is Theatre de l'Usine from Thursday, 04 December 2008 to Sunday, 07 December at 20h00, Sunday at 19h00.

Monday, 24 November 2008

sobre os espelhos

texto de: O Coxo

Um poeta move-se na violência dos espelhos. Move-se maternalmente entre as imagens e delas colhe esse amor pródigo com que empilha as palavras.

Esse amor dissoluto com que empilha as palavras e depois as destroi.

O cenário é este: a verticalidade do verso na profusão da luz. Uma luz vaga e imprópria. Uma luminosidade incestuosa onde se establecem as intrincadas leis da metáfora. Um, dois fotões perdidos numa cave até aqui só penumbra e então um clarão repentino, o verso, o poema, o deslumbramento !

A poesia constroi-se no aturdimento dos sentidos: imagens que entram em nós invertidas mas em que aceitamos acreditar num pacto de conivente ingenuidade. O princípio básico consiste em introduzir erros na atribuição das probabilidades a uma ou outra partícula elementar da construção das frases e depois tender para a normalidade.

O poeta é tão sensível à sua própria brutalidade como ao sofrimento colectivo. Por isso a gestação da luz no ventre estropiado, enquanto lá fora chove (as estrofes louvavelmente afectadas pela meteorologia: ventos de fraca intensidade e ondulação de noroeste). E como arma maternal os espelhos.

Tudo isto é atroz. E todavia permanece credível dentro do poema enquanto for explorado até à náusea.

Mas há uma estética. Quer dizer, se calhar não é uma estética: a luz e a observação dos gradientes na superfície dos espelhos são uma estética ? refiro-me aos espelhos côncavos e convexos. E às imagens que entram em nós invertidas.

O que interessa é o amor.

Esse amor dissoluto com que empilha as palavras e depois as destroi.

E a luz na cave onde está submerso.

Sunday, 23 November 2008

Boudhanath


















Boudhanath stupa, Kathmandu; photo taken by: O Coxo, October 2008

Saturday, 22 November 2008

Monastery


Small monastery in Lukla, picture taken by: Coxo, October 2008
Regards to Toshi

Friday, 21 November 2008

decomposição

Porra, e já é sexta feira ! contam-se as horas e entretanto passaram anos: as verdades permancem invencíveis no seu posto. Há dúvidas, certo. Há hesitações. Mas a inevitabilidade cavou trincheiras à nossa frente. Caminhamos todos em espiral para algo monstruoso. Agrada-nos o conforto das forças centrífugas. Queremos um fim, procuramos respostas, um centro, uma metafísica, todas essas coisas absurdas que representam dois ou três impulsos eléctricos num cérebro também ele absurdo. Perpetuamo-nos e perpetuamos as perguntas. Depois vêm os filósofos e põem em causa as perguntas. Depois vêm os sociólogos e os políticos, e os que tiraram lições da história e aplicam as suas lições ao experimentalismo. E o experimentalismo torna-se a própria história e daí tiramos as nossas lições para aplicar mais tarde.


E o fim de semana ? ah, é já amanhã...

Notas para uma regra de vida

Por momentos pareceu-me que Bernardo Soares falava do Coxo quando lia esta passagem do livro do desassosssego:


"E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; Um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende."