Tuesday, 25 September 2012
Thursday, 9 August 2012
Wednesday, 18 July 2012
the abominable disorder of life
losely translated from portuguese by O Coxo
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O Coxo
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Tuesday, 17 July 2012
Any where out of the world
N'importe où hors du monde
Cette vie est un hôpital où chaque malade est possédé du désir de changer de lit.
Celui-ci voudrait souffrir en face du poêle, et celui-là croit qu'il guérirait à
côté de la fenêtre.
Il me semble que je serais toujours bien là où je ne suis pas, et cette question de
déménagement en est une que je discute sans cesse avec mon âme.
(...)
Enfin, mon âme fait explosion, et sagement elle me crie: "N'importe où!
n'importe où! pourvu que ce soit hors de ce monde!"
Charles
Baudelaire (1821- 1867)
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O Coxo
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18:00
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Tuesday, 26 June 2012
vortice
Era uma vez um pintor que tinha um aquário com um peixe vermelho.
Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor vermelha até que
principiou a tornar-se negro a partir de dentro, um nó preto atrás da
cor encarnada. O nó desenvolvia-se alastrando e tomando conta de todo o
peixe.
O problema do artista era que, obrigado a interromper o
quadro onde estava a chegar o vermelho do peixe, não sabia que fazer da
cor preta que ele agora lhe ensinava. Os elementos do problema
constituíam-se na observação dos factos e punham-se por esta ordem:
peixe, vermelho, pintor — sendo o vermelho o nexo entre o peixe e o
quadro através do pintor. O preto formava a insídia do real e abria um
abismo na primitiva fidelidade do pintor.
Ao meditar sobre as razões da mudança exactamente quando
assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efetuando um
número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o
mundo das coisas como o da imaginação. Era a lei da metamorfose.
Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou um peixe amarelo.
(Herberto Helder in "os passos em volta")
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Tuesday, 19 June 2012
Monday, 30 April 2012
Saturday, 28 April 2012
Monday, 23 April 2012
Delires - Alchimie du verbe
À moi. L'histoire d'une de mes folies.
Depuis longtemps je me vantais de posséder tous les paysages possibles, et trouvais
dérisoires les célébrités de la peinture et de la poésie moderne.
J'aimais les peintures idiotes, dessus de portes, décors, toiles de saltimbanques, enseignes, enluminures
populaires ; la littérature démodée, latin d'église, livres érotiques sans orthographe, romans de nos
aïeules, contes de fées, petits livres de l'enfance, opéras vieux, refrains niais, rythmes naïfs.
Je rêvais croisades, voyages de découvertes dont on n'a pas de relations, républiques sans histoires,
guerres de religion étouffées, révolutions de moeurs, déplacements de races et de continents : je croyais à
tous les enchantements.
(In "une saison en enfer", Jean-Arthur Rimbaud)
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O Coxo
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